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Luso-Poemas
Falando contigo - Sunny Lóra - 04Jul2008
Falando contigo...
Sabes, meu amor
eu sinto tanta chuva
batendo na minha vontade...
que traz saudade de tudo!
Sabes, meu amor,
até falo com ela
que não é gente,
é apenas água regando
as plantinhas do meu lugar...
Sabes, meu amor,
depois dela sempre
vem o sol, que brilha,
e depois dele,
a Lua de inverno
tão querida,
onde tempo frio não apaga
minha saudade de ti...
Mas vem esperança sim...
trazendo-me carinhos,
novos ninhos a abraçar,
onde eu possa,um dia,
segura, pousar...
Sabes, meu amor,
eu te amo com o coração
sossegado, agora...
Sunny Lóra
Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=42863
SOLITÁRIO - Vadevino - 04Jul2008
Ao meu filho - VónyFerreira - 04Jul2008

Se perguntarem quem sou…
Diz...
Que por vezes sou o mar,
De gigantescas ondas em fúria
Onde as gaivotas a esvoaçar,
Rodopiam em voos tresloucados
Fugindo de tanta procura!
Outras …
Apenas sou um barco solitário,
Procurando o sol e a brisa,
Os abraços rústicos do vento,
E o sórdido silêncio da lua!
Se perguntarem quem sou…
Diz...
Que por vezes sou uma baleia,
Respirando insegura à tona de agua.
Expulsando a cruel agonia,
De ser selvaticamente golpeada.
Outras…
Apenas a luz da imensa revolta,
Que se reflecte nessa denuncia!
Diz …
Que por vezes sou uma onda
Correndo enraivecida,
que se agiganta!
Outras...
Uma triste e solitária andorinha
Cansada de tanta aventura.
Se perguntarem quem sou…
Diz …
Que por vezes sou imprevisível
como o vento,
Varrendo as folhas ressequídas,
Outras…
A flor agreste e altiva
Que nasce e morre nos montes!
Diz…
Que por vezes sou a luz cintilante,
Que afaga o teu belo olhar.
Outras…
A razão sempre enaltecida
De renascer... para te AMAR!
Autoria: Vóny Ferreira
Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=42861
NÃO POSSO CALAR... - COLIBRI - 04Jul2008
NÃO POSSO CALAR...
Não posso calar meus versos de amor
Quando eles estão feitos do que somos
Entre floração e deliciosos gomos...
Que se tocam das vezes do próprio sabor.
Não posso calar as palavras tantas
Que não se esgotam... Tão liberadas!
Aos suspiros dos sentidos amplos...
Das nossas almas misteriosas e apaixonadas.
No ponto central dos sentimentos
Vou juntando o gosto profundo da paixão
Pelas mãos do destino que viaja ao teu coração
Geometrizando as paralelas dos próprios movimentos.
É de despir o rio da memória
E navegar pelas vibrações dos sentidos
E sugar da noite a serena história
Do sossego prisioneiro em soltos gemidos.
Na mistura secreta de intensa chama
Sobre as pétalas do amor suspenso
Sigo as carícias pelo bálsamo que clama
O tempo da aura do meu amor intenso.
Pela dimensão do âmago que me arrebata
Quero ocupar-me dos espectros
Da magnitude da tua alma sensata
E sossegar pacífico meus versos.
Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=42860
Não posso calar meus versos de amor
Quando eles estão feitos do que somos
Entre floração e deliciosos gomos...
Que se tocam das vezes do próprio sabor.
Não posso calar as palavras tantas
Que não se esgotam... Tão liberadas!
Aos suspiros dos sentidos amplos...
Das nossas almas misteriosas e apaixonadas.
No ponto central dos sentimentos
Vou juntando o gosto profundo da paixão
Pelas mãos do destino que viaja ao teu coração
Geometrizando as paralelas dos próprios movimentos.
É de despir o rio da memória
E navegar pelas vibrações dos sentidos
E sugar da noite a serena história
Do sossego prisioneiro em soltos gemidos.
Na mistura secreta de intensa chama
Sobre as pétalas do amor suspenso
Sigo as carícias pelo bálsamo que clama
O tempo da aura do meu amor intenso.
Pela dimensão do âmago que me arrebata
Quero ocupar-me dos espectros
Da magnitude da tua alma sensata
E sossegar pacífico meus versos.
Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=42860
Declínio abrupto II - Diogommalves - 04Jul2008
Invisíveis infinitas facas teimam em cravar-me no peito o nome Dela, Ela, a Outra.
A Outra que nunca foste tu... nem tu nem Ela... nem mesmo eu...
Arrancam-me de mim o que nunca foi meu.
O Eu que nunca fui eu.
Penetram fundo onde nunca ninguém chegou, Morte...
Cheguei à morte!
Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=42859
A Outra que nunca foste tu... nem tu nem Ela... nem mesmo eu...
Arrancam-me de mim o que nunca foi meu.
O Eu que nunca fui eu.
Penetram fundo onde nunca ninguém chegou, Morte...
Cheguei à morte!
Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=42859
Declínio abrupto I - Diogommalves - 04Jul2008
Sem paciência.
Delicio a minha mente com imagens em que estou satisfeito, por fim, comigo mesmo.
E se as cidades parassem para dormir!?
Sinto o frio nos pés a subir-me o corpo aos poucos...
Não tenho pachorra para me aturar! Nada vai dar onde devia...
Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=42858
Delicio a minha mente com imagens em que estou satisfeito, por fim, comigo mesmo.
E se as cidades parassem para dormir!?
Sinto o frio nos pés a subir-me o corpo aos poucos...
Não tenho pachorra para me aturar! Nada vai dar onde devia...
Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=42858
Movimentos de água e luz - Raul Cordeiro - 04Jul2008
Descansam à espera do casamento eterno
Sol e nuvens amam-se
Entre os saborosos lábios do horizonte
E a face da areia das praias do mundo
Corpo alado na violência das ondas e do vento
Grávido o mundo numa barriga de água de oceanos
Que nasce em cada praia dos teus encantos
E regressa ao teu mar nos teus prantos
Sussurram as ondas nas rochas gritos incultos
Na espuma borbulham tumultos
No rodopio dos movimentos de amor
Abre-se o corpo da terra
Ao líquido do mar
E à luz do luar
E em amores e rodopios
De água e luz
Em movimentos e danças complexos
Renascem em cada dia e cada noite
Amores dos teus universos
Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=42857
Sol e nuvens amam-se
Entre os saborosos lábios do horizonte
E a face da areia das praias do mundo
Corpo alado na violência das ondas e do vento
Grávido o mundo numa barriga de água de oceanos
Que nasce em cada praia dos teus encantos
E regressa ao teu mar nos teus prantos
Sussurram as ondas nas rochas gritos incultos
Na espuma borbulham tumultos
No rodopio dos movimentos de amor
Abre-se o corpo da terra
Ao líquido do mar
E à luz do luar
E em amores e rodopios
De água e luz
Em movimentos e danças complexos
Renascem em cada dia e cada noite
Amores dos teus universos
Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=42857

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