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Luso-Poemas

Estarei por aqui - Rxhulb - 21Mar2010 17:56:52
Poema
Estarei por aqui

Caso precises de mim,
Caso o mundo desabe em ti,
E tu vejas o fim, pela tua janela.

Meia aberta para o coração,
Meia aberta para o mundo,
Lá fora.

Nesta hora de múltiplas,
Duvidas, serei tua certeza
Serei o amor sobre a tua mesa.

Não te vás a chorar,
Deixa-me te confortar,
Em breve a tua dor ira passar.

Não acredito na derrota,
Mas dói ao saíres por aquela
porta.

Não te vás sem me beijar,
Estarei por aqui para,
Te abraçar, aos dormires
Irei aos teus sonhos te buscar.

Só tens de acreditar,
Que neste mundo, sozinha
Nunca iras ficar, sou eu
Só tens de me agarrar.

Tenho muito de mim para dar!

Estarei por aqui!

Para te fazer feliz!

Para te fazer acreditar,
Que por amor,

Nunca serei a tua dor,
Serei sim,

Teu porto de abrigo!


Ricardo Neves



Apreciem o poema bjs e abraços

Comentem

Obrigado

Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=124827


Poesia
É uma flor abandonada
Numa mesa de café
Por um poeta distraído

É o sorriso que a criança distribui
Sem que ninguém
Lho haja pedido
E que muitos não merecem

É tudo que oferecemos
Mesmo se nada temos para dar

É tudo que recebemos
Mesmo se nada queremos aceitar

É a mais pura expressão
De amar

Poesia
É o começo da Primavera


Vale de Salgueiro, domingo, 21 de Março de 2010

Henrique Pedro

Se visitar:
http://henriquepedro.blogspot.com/
por 3 vezes na presente semana os seus 3 maiores problemas desaparecerão, como por encanto.


Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=124826

mar de areia - Alexis - 21Mar2010 17:56:52
se é deserto
o que está perto,
certo é (lembrar, convém)
que pura miragem será
o vazio que contém.

o olhar certo, mais atento,
descobre linhas em dunas ,
um mundo novo por dentro
e um apelo a que te unas
ao sol e à luz do teu centro.

se de areia são as ondas,
marés de amarelo pintadas,
e subtis as diferenças
entre marcas e pegadas,

e a vida te exigir
(seca e dura,sem sorrir)
que a venças
ou desistas

e te roubar velhas crenças,

não te chores,
não a temas,
não resistas:

ensina o teu ser a mudar
conforme se mudam as pistas.


Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=124822

Como um andar de passos
Lentos, que me atiro ao relento
Nos eternos corpos azuis
Manchando os salgados
Olhares celestes do mar

De siginificados sem razões
Trucidando os gritos perdidos
Por caminhar sem alcançar
Os muros que sobrepujão
O céu e as estrelas

Nos passos dos cometas
De onde abrem-se as janelas
Bastando refletir paralelamente
Para guardar as palavras singelas

Um pensamento, uma arma
O desvendamento, um erro
Que não corrige uma lágrima
Derramando todo sangue em outra

Um dia que me vesti de sombras
Entregando-me de corpo e alma
Me jogando ao ar sem me importar
Em vazias sugestões, sem as impressões
Do tempo no peito e o defeito na mão
Foi que meu coração chegou ao outro lado

Sem conhecer as ideais
Não esculpidas no eixo do tempo
Na onde percebi
Que o coração floresce
Casualmente ate esmagado
Por varios automóveis
Na estrada dos andarilhos
Onde cultivei meus passos
Lentamente.


Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=124825

DUVIDO - amandu - 21Mar2010 17:56:52
POEMA
QUE ESTÁS
PARA PENSAR



Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=124824

Poesia - Massari - 21Mar2010 17:56:52
No dia Mundial da Poesia, uma pequena homenagem a essa ilustre dama que, há tempos, descobri nos compartimentos do meu ser e desde então, com sua beleza, me acompanha.




Poesia


No dia-a-dia procuro aportar
Na poesia o “eu” mais profundo
Por isso sou na imensidão do mar
O navegante mais feliz do mundo.



Parabéns à poesia

Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=124821

Av. do desgosto, 17, 6º Esq.
2007-004 Saudade


Meu amigo:



Meu amigo. Estou triste. Não contigo, mas com a tua situação.
Sempre te disse que o amor tinha mais buracos, que estrada
desempedida. Eu sei amigo, que ele nos tapa os ouvidos, e
eu sei como amigo, o que é falar contra um coração que bate
não só pelo simples facto de que tem que bater para poderes
viver mais um dia, mas pela certeza que tens que viver sempre
mais um dia para a conseguires ver.
Meu amigo, olha só o que te fizeram. Ele, ou ela, é indiferente,
não porque de certa maneira o quiseste assim, mas nunca te esqueças
de todos os segundos em que o teu orgulho se tornava arrogante,
nem daqueles em que a tua arrogância se tornava orgulhosa. Sabes,
porque eu acho que de certa maneira este teu estado seria inevitável,
um rei, era-o consoante a linha do tempo, tudo se interliga através
de números e mesmo que a nossa professora da primária nos tenha
dito que eles são infinitos, tu sabes tão bem quanto eu que o
referencial referente ao amor tem regras diferentes.
Diz-me amigo, achas que alguém começa uma caminhada para caminhar
eternamente? Tem que haver uma meta, talvez não seja a que tu
esperasses mas pensa que ao menos chegaste a algum lado e não
ficaste a descansar á sombra daquele impasse. Podes ser um louco
por teres amado (e dói ver-te assim) porém não és um lúcido que
nunca amou (e não imaginas quanto dói).
Ela foi-se amigo, começou a caminhada dela sem ti. Mas tu não
sabes se o fim do seu caminho será no teu aconchego, não sabes,
até porque um dia um simples olhar para trás fez-me virar á esquerda.
O desvio é extremamente volátil neste tipo de casos.
Já não desfolhas o sorriso como outrora meu amigo. Tu estás mudado,
estás diferente, suponho que estejas mais frio tu, que o cortante
olhar dela neste momento.
Diz-me onde está aquela tua paixão fervorosa pelo teu clube do coração,
onde está a alegria de o veres marcar um golo e tu sozinho conseguires
abanar um café por inteiro, devido a esse fervor louco que palpitava
já nas tuas veias, por sinal de cor vermelha também. Diz-me amigo,
agora que o Benfica está a jogar bem, e se assume como a melhor
equipa da liga, não te vi gesticular, muito menos argumentar em teu favor,
apenas me ofereceste uma frase que te define actualmente, "Ainda me lembro
quando o Porto ganhou 5-1 ao V. Setúbal. Foi o nosso primeiro jantar..."
Perdeste os limites físicos da realidade, já não te sentes bem a ouvir
uma boa música de jazz porque o seu compasso confuso te faz recordar
todas as ondas do mar que aprendeste a acariciar por causa dela, só
porque ela talvez amasse o mar mais que a ti.
Já não sabes onde se situa a nossa sexta-feira de bilhar, e conversas
desenvolvidas em torno de um verso mais metonímico, ou mais cru.
Eu já não sei de ti amigo. Do teu eu, apenas sei do teu corpo
de casaco castanho e cabisbaixo a tentar encontrar ainda alguma pegada
dela por entre as dunas da areia, mas por favor, se algum dia leres
esta carta que te escrevo, toma atenção a essa praia, cada vez que
a percorres fica lá um pouco de ti, e se porventura algum dia quiseres
mudar o caminho, serás apenas mais um grão no meio de biliões que
tal como tu foram encarcerados pelo seu canto que soa a passado.
Meu amigo, já te disse que estou triste?
Não contigo, mas com a tua situação. Eu sei que ela
te marcou, eu sei. E que talvez tenhas chegado a um estado irreversível
e irreconhecível da tua pessoa. Já ouvi dizer que quem nunca amou,
nunca viveu, mas eu acho que quem ama comete um suícidio em
pézinhos de lá.
Quantos meu amigo, quantos andam por essas esquinas em estado de
morte emocional? Não queiras ser mais um.
Eu falo, já não me ouves. Escrevo, lê-me então.
Eu sei que a culpa é dela. E se te conforta isto, também acho
que se ela ainda não morreu emocionalmente, de certeza que
anda a deixar gotas pelo caminho...

Talvez nunca venha a ser tarde! Talvez um dia quem sabe ela volte
atrás pelo mesmo caminho seguindo cada gota sua, e chegue á tua beira
a tempo de te reanimar.
Quem sabe meu amigo.

O que eu realmente sei é que eu estou triste.
Não contigo.


José Carlos Coelho Correia




Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=124820

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Por que mares
Terás tu andado?
Por que ventos
Te terão levado?
Porque terras
Terás tu aportado?
Que tempestades
Terás tu enfrentado?

Que dessa derradeira
E tão medonha
Não te tenhas livrado...

.
.
.

O silêncio
É tudo o que me dás

Ouço-o tão bem
Na quietude
Na tranquilidade
Da tua imagem serena
E calada
Que se confunde
Com a paisagem
Onde quem reina
É a paz...


Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=124819

Ponto cego - Vania - 21Mar2010 17:56:52
...Não se incomode em fingir que não está pensando
o mesmo que eu, tudo o que não vi, me afasta do que faço todo dia, arranca o melhor até de um gato selvagem, dorme neo meu sofá de vez em quando, tem pés rápidos como um soluço, corre como o vento. Quantas vezes longe de voce senti o seu perfume, como se ele tivesse vida própria, entrando pela porta, pelas janelas, sentia o coração batendo como se fosse meu. Vivi esse lado cego como um acidente de tránsito, o primeiro trincar de ossos dura de quatro à cinco segundos e as palavras tem gosto de vinagre ao sair da boca
e ainda não estavam livres para ir onde que que fosse. Sair porta afora, mundo fora, pagar e sair,
coragem é uma coisa complicada, atira bem todos os dias, menos nesse e não fica aberta 24 horas.
Voltei à pé para o quarto sentindo o coração parar sem nenhuma explicação, deu uma pirueta e caiu de prantos no chão, soluçando com tanta força, que uma poça de lágrimas se espalhou no chão e me senti leve o suficiente para flutuar
num varal, de repente levantou se, arrumou a roupa
secou o olhar, respirou fundo e anunciou: "Chega de voce!"
Sentindo que o ar podia passar através de mim, virei me de frente ao meu coração e silenciosamente concordei: "Chega!"

Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=124818

Eu Posso - Nicolae - 21Mar2010 17:56:52
Eu posso não ser aquilo
Mas posso ser isto
Eu posso tentar o ser
Mas valera a pena o fazer?
Eu posso melhorar
Mas se calhar não vai chegar?
Eu posso tentar ser outro alguém
Mas eu gostarei?
Eu posso fingir
Mas valera a pena mentir?
Eu posso dizer que vou conseguir
Mas se eu falhar, tu vais-me abandonar?



Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=124817
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