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Luso-Poemas
Leio nesses olhos
As palavras que não digo,
Tristeza que ateia o brilho
Dessas pérolas escuras,
Que quase as torna húmidas
Nessa dureza das gotas
Que não tombam.
Encontro-lhes beleza,
Nessa dor enraizada,
Que a vida semeou
Em terra maltratada,
Amargura que cresceu
E foi bem adubada.
Porquê tanta mágoa,
Nesses olhos tão vivos
De onde já não corre água?
Se são esses os meus olhos,
Que destinos, que motivos
Andam neles cativos?
Saberás tu, meu amor,
Que tanto me adoras,
De onde vem esta dor?
Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=61756
As palavras que não digo,
Tristeza que ateia o brilho
Dessas pérolas escuras,
Que quase as torna húmidas
Nessa dureza das gotas
Que não tombam.
Encontro-lhes beleza,
Nessa dor enraizada,
Que a vida semeou
Em terra maltratada,
Amargura que cresceu
E foi bem adubada.
Porquê tanta mágoa,
Nesses olhos tão vivos
De onde já não corre água?
Se são esses os meus olhos,
Que destinos, que motivos
Andam neles cativos?
Saberás tu, meu amor,
Que tanto me adoras,
De onde vem esta dor?
Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=61756
arde na presença do ar
sem pensar na combustão,
condução,
combustivel...
Emissor,
canal,
receptor...
adeus oxigénio.
Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=61755
sem pensar na combustão,
condução,
combustivel...
Emissor,
canal,
receptor...
adeus oxigénio.
Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=61755
Ao fundo, o sol brilha em grande esplendor.
Traçando perfis em suaves esferas.
Ah!... Recordações de mim, em outras eras.
No tempo em que de mim chovia Amor...
Fico inerte, olhando para o espaço...
Pensamento suspenso naquele teu abraço...
Lágrimas esfíngicas gritam dentro, em mim,
Coração triste, frágil em cetim...
Que num grito agonizante ,
Em voz suave e palpitante,
Que confia e também acredita,
Que um dia a dor vai embora ,
Não regressará !
Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=61754
Traçando perfis em suaves esferas.
Ah!... Recordações de mim, em outras eras.
No tempo em que de mim chovia Amor...
Fico inerte, olhando para o espaço...
Pensamento suspenso naquele teu abraço...
Lágrimas esfíngicas gritam dentro, em mim,
Coração triste, frágil em cetim...
Que num grito agonizante ,
Em voz suave e palpitante,
Que confia e também acredita,
Que um dia a dor vai embora ,
Não regressará !
Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=61754
SENTIDO(S) DA VIDA
NASÇO:
o limite humano minha visão
supera a gana da fera carniceira
e o abutreiro na floresta
onde sou o supremo
e o desenrolar pacífico espero.
MORRO:
noutro lado
tantas plumas assoviando
dando-me a inexpressão inteligente
- paradoxos presentes -
com as que caem abatidas
diferente das sementes
que morrem para a vida
morrem pra ser a comida
da instintuosa que predando
pelo nada fez-se ausente.
Então:
perco o sentido da vida
à margem de um rio
que muda seu trajeto
fazendo com que meu pensar
e as plumas o siga.
(1990)
Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=61753
NASÇO:
o limite humano minha visão
supera a gana da fera carniceira
e o abutreiro na floresta
onde sou o supremo
e o desenrolar pacífico espero.
MORRO:
noutro lado
tantas plumas assoviando
dando-me a inexpressão inteligente
- paradoxos presentes -
com as que caem abatidas
diferente das sementes
que morrem para a vida
morrem pra ser a comida
da instintuosa que predando
pelo nada fez-se ausente.
Então:
perco o sentido da vida
à margem de um rio
que muda seu trajeto
fazendo com que meu pensar
e as plumas o siga.
(1990)
Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=61753
BOLERO (soneto musical)
Sei que me desprezas nestas notas ao ar perdidas
E que nosso recomeço não mais lhe faz sentido,
Saibas porém que silencioso choro e danço contigo
Nos bailes da vida em noites e noites doídas.
O que me dói já não são os nuances deste dia
Mas os que terei amanhã vago me perguntando
Se o passado do nada me vem nesta melodia
Se por nada meu tudo é ainda estar te amando.
Mas será que estas lágrimas tu mereces
Se ris por aí em rodopios e passos de dança
Sem que me tenhas um só momento na lembrança?
Ó minha alma, mais em pranto não te quero
O amor que hoje não tenho aos poucos me mata
Mas revive, se desata, ao som dum bolero.
REGE - 11/08
Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=61752
Sei que me desprezas nestas notas ao ar perdidas
E que nosso recomeço não mais lhe faz sentido,
Saibas porém que silencioso choro e danço contigo
Nos bailes da vida em noites e noites doídas.
O que me dói já não são os nuances deste dia
Mas os que terei amanhã vago me perguntando
Se o passado do nada me vem nesta melodia
Se por nada meu tudo é ainda estar te amando.
Mas será que estas lágrimas tu mereces
Se ris por aí em rodopios e passos de dança
Sem que me tenhas um só momento na lembrança?
Ó minha alma, mais em pranto não te quero
O amor que hoje não tenho aos poucos me mata
Mas revive, se desata, ao som dum bolero.
REGE - 11/08
Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=61752
EU VI
Hoje de manhã eu vi uma árvore verde.
Que tipo de árvore era?!
Eu sei lá,
Para mim tudo é árvore.
Eu nunca aprendi os nomes das árvores
E para mim toda árvore é verde.
Ontem à noite, muito noite, num baile,
Eu encontrei uma mulher, muito mulher,
Com um vestido de cetim azul
Vestido apertado, marcando as formas.
Mulher!
Eu não conversei com ela, com essa mulher
Do baile muito noturno
Essa mulher com o vestido azul.
Mas eu precisava de uma história
De amor
De amor com sexo
Na cama
Com essa mulher
E eu.
E fiz uma história de amor ardente
Com essa mulher
Do baile noturno.
Saímos dali
E fomos para um hotel de luxo
Em algum lugar da Europa.
Ela estava alucinada de amor e de desejo
Por mim.
E fizemos sexo por dias e noites intermináveis
Até que veio a hora
Da nossa despedida.
Eu vi essa mulher,
Não sei o nome dela,
Apaixonei-me por ela, e tive com ela
Uma história de amor e de sexo infinitos.
A minha história.
Ela não leu jamais essa história
Nem foi protagonista dela.
Eu a despi e ela ficou nua,
Nua, inteiramente nua
Com o vestido azul caído no chão
Aos pés daquela cama.
Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=61751
Hoje de manhã eu vi uma árvore verde.
Que tipo de árvore era?!
Eu sei lá,
Para mim tudo é árvore.
Eu nunca aprendi os nomes das árvores
E para mim toda árvore é verde.
Ontem à noite, muito noite, num baile,
Eu encontrei uma mulher, muito mulher,
Com um vestido de cetim azul
Vestido apertado, marcando as formas.
Mulher!
Eu não conversei com ela, com essa mulher
Do baile muito noturno
Essa mulher com o vestido azul.
Mas eu precisava de uma história
De amor
De amor com sexo
Na cama
Com essa mulher
E eu.
E fiz uma história de amor ardente
Com essa mulher
Do baile noturno.
Saímos dali
E fomos para um hotel de luxo
Em algum lugar da Europa.
Ela estava alucinada de amor e de desejo
Por mim.
E fizemos sexo por dias e noites intermináveis
Até que veio a hora
Da nossa despedida.
Eu vi essa mulher,
Não sei o nome dela,
Apaixonei-me por ela, e tive com ela
Uma história de amor e de sexo infinitos.
A minha história.
Ela não leu jamais essa história
Nem foi protagonista dela.
Eu a despi e ela ficou nua,
Nua, inteiramente nua
Com o vestido azul caído no chão
Aos pés daquela cama.
Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=61751
Ouvi-te na margem do rio
no meu peito, inteiro de você
deitado no verde que ali cresce
a ver a historia de amor dum peixe otário
Por tudo que vi
há razoes de estarmos assim
e que isso não seja o fim
porque te amo e senti tudo que vivi
a verdade é que o peixe otário saiu-se bem
e voltou a amar
pela moral da historia quero também
voltar a te amar sem nunca mais te magoar.
Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=61750
Levando cuidado, no caminhar sobre as rochas,
que espreitam, lá em baixo, o mar, salpicando
tudo à sua volta, num frenesim de águas revoltas
e de espuma, como crinas ao vento, dirijo-me
para uma flor amarela, junto ao precipício, nascida
entre duas pedras, com algum musgo, ao seu redor.
Chegando ao destino, eis reparo, como a bela flor,
contra todas as intempéries, cresceu farta e de cor
bem prenunciada. Ali o vento sopra perigosamente,
e um passo em falso basta, para irmos de encontro
às águas perigosas, que não cessam sua grand fúria,
em ondas simultâneas, batendo de encontro à frágua.
Cabelos esvoaçando, sem tino, decido-me sentar-me,
junto à flor, que, melhor do que eu, suporta o vento,
parecendo-me feliz, pelo poiso encontrado, onde,
todas as manhãs, recebe o alvor do calor do sol, que
a vai alimentando, com a sua fotossíntese, que água
não lhe falta, subindo pelas feridas abertas, na rocha.
Ainda fascinado, com a nossa florzinha amarela, que,
sem pestanejar, mantém-se firme nas suas pedrinhas,
com algum esforço, consigo tirar do bolso, do casaco,
um bloco de apontamentos e um lápis, e, inspirado,
por esta força da natureza, inicio uns versos, minha
sentida homenagem, numa indelével recordação à flor.
Mal eu reconheço minha letra, pois o vento não dá
tranquilidade, para mais. Entanto, terminado o poema,
despeço-me da esplêndida flor, que me soube incutir,
estas palavras, que vos deixo, de um momento factual,
quase insólito, que chamou minha veia poética, para
que a beleza não ficasse escondida, ante nossos olhos.
De facto, a natureza, é pródiga, em nos surpreender!
Jorge Humberto
21 / 1 1/08
Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=61749


Eu me chamo Vadevino!
Sem L, sim senhor!
Pra quem me chama com L,
Eu chamo o promotor!


Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=61748
Começei por te dar tempo
do tempo da minha vida.
Foste entrando, lentamente,
de mansinho e, de repente...
ocupaste um lugar
que mais ninguém ousaria
Meu amigo especial
que gosta de me ajudar
mas também de me dar ordens,
mas sofre com a minha ausência
e sente como ninguém,
qual o meu estado de espírito
Por vezes, tudo se altera
e deixamos de ter tempo
para dar a quem precisa.
E tu perguntas se em Maio
a vida me vai dar tempo
pr´a poder passar contigo
Mas o que eu quero é que saibas
que mesmo que em Maio, o tempo,
não chegue, como é devido
eu vou-te guardar pr´a sempre
bem no fundo, bem cá dentro,
onde se guarda os amigos,
tal como aprendi contigo.
Dedicado ao meu amigo trissómico, Milton Carlos, que espera, ansiosamente, o mês de Maio, de cada ano, para me ajudar a promover a Festa do Pirilampo Mágico.
Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=61747
do tempo da minha vida.
Foste entrando, lentamente,
de mansinho e, de repente...
ocupaste um lugar
que mais ninguém ousaria
Meu amigo especial
que gosta de me ajudar
mas também de me dar ordens,
mas sofre com a minha ausência
e sente como ninguém,
qual o meu estado de espírito
Por vezes, tudo se altera
e deixamos de ter tempo
para dar a quem precisa.
E tu perguntas se em Maio
a vida me vai dar tempo
pr´a poder passar contigo
Mas o que eu quero é que saibas
que mesmo que em Maio, o tempo,
não chegue, como é devido
eu vou-te guardar pr´a sempre
bem no fundo, bem cá dentro,
onde se guarda os amigos,
tal como aprendi contigo.
Dedicado ao meu amigo trissómico, Milton Carlos, que espera, ansiosamente, o mês de Maio, de cada ano, para me ajudar a promover a Festa do Pirilampo Mágico.
Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news/article.php?storyid=61747

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