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Ostento de peito cheio, o orgulho muito meu de poder escrever para mim e para quem me lê.
- texto ?
Sento-me num banco e debruço-me sobre qualquer mesa que tenha uma folha de papel. De seguida pego num lápis, que pode ser de carvão, e penso em qualquer coisa... em alguém querido (ou não!), num verdejante jardim (ou não!)... em qualquer coisa, mesmo qualquer coisa.
Vêm-me de catadupa originalidades e banalidades.
Aos olhos chega-me o desenho quase composto de um texto que se vai revelando e sendo construído.
Por vezes é resultado de uma de muitas lágrimas.Sem me deter em nenhuma palavra, até chegar ao fim, rolo enrolo e desenrolo uma linha fina e preta sobre o papel. É quando me vejo neste processo, que a pele começa a latejar porque alma quer sair... falar... é quando se me acende um chama viva que por artes de magia queima sem arder.
Surge acabado!
Contemplo, sem mexer, o meu filho... para mim, o meu filho.
MJMS

















